Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Caiado pede investigação sobre suspeita de propina envolvendo Vorcaro e Kassab

Em sabatina em São Paulo, candidato defendeu que PF e STF apurem acusações ligadas a doações de 2022.

Caiado diz defender investigação para apurar suposta propina de Vorcaro articulada por Kassab
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Ronaldo Caiado defendeu nesta sexta-feira (4) a abertura de investigações sobre a suspeita de que Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria pago propina às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022. Segundo o relato atribuído ao ex-banqueiro, o pagamento teria sido articulado por Gilberto Kassab, vice de chapa de Caiado.

Questionado se manteria Kassab na chapa caso a Polícia Federal abrisse um inquérito, Caiado afirmou que todas as informações deveriam ser apuradas. Ele disse que Kassab e Tarcísio já negaram as acusações e defendeu que a PF e o Supremo Tribunal Federal verifiquem se houve irregularidade.

“Que abra tudo. Que não fique dentro de uma posição”, afirmou o candidato. Caiado também declarou que a investigação deveria alcançar os envolvidos independentemente de posição política.

Vorcaro afirmou às autoridades que R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio em 2022 seriam pagamento de propina articulado por Kassab. O relato aparece em três propostas de delação apresentadas pelo ex-banqueiro, rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República por não trazerem fatos inéditos. Vorcaro também não teria apresentado provas das acusações.

O ex-banqueiro citou ainda um suposto caixa dois de R$ 10 milhões para o PSD. Kassab nega o relato, afirma que as acusações “não têm qualquer sustentação factual” e diz não ter relação com Vorcaro.

Propostas para o STF e economia

Durante a sabatina da Folha e do UOL, Caiado negou ter beneficiado o Banco Master durante seu governo em Goiás por meio de um projeto de lei que ampliou o crédito consignado. Segundo ele, a medida alcançou todas as empresas habilitadas a operar no estado, incluindo o Master.

Sobre o Supremo Tribunal Federal, o candidato defendeu idade mínima de 60 anos para ministros, quarentena de quatro anos antes do retorno à profissão após deixar o cargo e prazo de oito anos para que um magistrado entre na política. Caiado afirmou que o tribunal vive uma “desordem institucional” e voltou a defender a quebra de sigilo dos processos do Master e do Instituto Nacional do Seguro Social.

Na economia, propôs cortar 100% das emendas impositivas, auditar o uso do dinheiro público e revisar quase R$ 600 bilhões em incentivos e isenções fiscais. Na segurança pública, reiterou ser contrário ao uso de câmeras por policiais.

Desempenho nas pesquisas

No Datafolha divulgado nesta quinta-feira (3), Caiado registrou 4% das intenções de voto. Augusto Cury passou de 2% para 8% e ficou isolado em terceiro lugar.

O candidato vem sendo cobrado a ampliar o foco nacional de sua campanha, concentrada em sua atuação em Goiás. Durante a sabatina, afirmou que vai “ser governador do estado”, em vez de mencionar a disputa pela Presidência da República.

Para o cientista político Elias Tavares, o desafio de Caiado é transformar a exposição da campanha em crescimento eleitoral e se consolidar como alternativa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Tavares afirmou que o candidato tem experiência administrativa, discurso definido na segurança pública e exposição, mas que isso ainda não se converteu em intenção de voto na velocidade esperada.

Caiado foi deputado federal por cinco mandatos, começou o primeiro em 1991 e foi eleito senador por Goiás em 2014. Chegou ao governo do estado em 2018 e foi reeleito no pleito seguinte. No Congresso, passou a maior parte da carreira no PFL, que virou DEM em 2007 e depois formou o União Brasil.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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