Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Brasil

Ausência de Moro domina debate entre candidatos ao governo do Paraná

Requião Filho e Sandro Alex criticaram a decisão do senador de não participar do debate, que também discutiu educação e a Copel.

Ausente, Moro é chamado de "fujão"; educação é foco em debate no PR
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A ausência de Sergio Moro (PL) no primeiro debate entre os candidatos ao governo do Paraná provocou críticas de Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD). O encontro teve confrontos sobre educação, privatização da Copel, segurança pública, carga tributária e obras no litoral paranaense.

Durante a discussão sobre investimentos no litoral, Requião Filho chamou Moro de “fujão” e questionou declarações sobre o acesso a municípios do estado. O candidato também afirmou que Moro e Sandro Alex não conheciam o Paraná.

Sandro Alex criticou a ausência do senador logo na abertura. Ele disse que a participação de todos seria uma forma de respeito ao eleitor e afirmou: “Só o fato de ele não estar presente já mostra que ele não está preparado para comandar esse Estado”.

Moro desistiu de participar do debate das eleições de 2026, organizado e transmitido pela TV Bandeirantes em parceria com a TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan. A decisão foi comunicada pelo senador nas redes sociais neste domingo.

Moro afirmou que os debates se transformaram em uma “rinha de galo”, com brigas e ataques no lugar de propostas e discussões sobre temas relevantes. Também disse que os demais candidatos agiriam de forma combinada para atacá-lo e declarou que não participaria desse formato.

Na última pesquisa Quaest para o governo do Paraná, Moro aparece com 39% das intenções de voto. Requião Filho tem 18%, enquanto Sandro Alex registra 7%, em quarto lugar. Rafael Greca (MDB) está em terceiro, com 12%, e também não participou do debate.

Educação e escolas cívico-militares

Um dos primeiros temas foi a permanência das escolas cívico-militares no Paraná. Sandro Alex defendeu o modelo e citou o desempenho dessas unidades no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Segundo ele, algumas das maiores notas foram obtidas por escolas cívico-militares.

Questionado sobre o assunto, Requião Filho afirmou que não pretende fechar as escolas, mas revisar o formato adotado pela atual gestão. “Não vamos fechar as escolas, nós vamos rever esse modelo de vocês”, disse o candidato do PDT.

Sandro Alex respondeu que o governo trabalha com metodologia, e não ideologia. Ele afirmou que mais de 10 mil famílias aguardam vagas nas escolas cívico-militares e defendeu a ampliação do modelo. Requião Filho manteve as críticas e classificou a insistência no formato como uma decisão ideológica.

Privatização da Copel

A privatização da Copel também gerou divergências. Requião Filho criticou a venda de parte do controle da companhia e disse que o processo reduziu a capacidade de influência do Estado. O candidato defendeu a retomada do controle da empresa pelo Paraná.

Ele também afirmou que, desde a privatização, a Copel não teria criado novas geradoras de energia e que o custo da eletricidade prejudica a indústria e o agronegócio. Requião Filho mencionou ainda o envolvimento da companhia com instituições investigadas, como o Banco Master.

Sandro Alex defendeu a privatização como uma modernização da empresa. Segundo ele, o povo do Paraná continua sendo o maior acionista, enquanto o Estado mantém participação na distribuição de dividendos e poder de veto. O candidato afirmou que a medida ampliou a eficiência da Copel e disse que a retomada do controle poderia gerar insegurança e até um “apagão” no estado.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5