Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Jovem fica com sequelas após acidente na Montezum, em Vinhedo

Júlia Bossoni teve traumatismo cranioencefálico, ficou 57 dias internada e passou por sete cirurgias após passeio no Hopi Hari.

Júlia Bossoni sofreu um traumatismo cranioencefálico durante um passeio na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. Imagens de câmeras de segurança mostram a jovem consciente durante a subida do carrinho e, cerca de dois minutos depois, desacordada e em convulsão no retorno à plataforma.

Júlia e o companheiro, João Pedro Bossoni, viajaram de Londrina, no Paraná, para visitar o parque em abril. O casal havia utilizado a atração uma vez no mesmo dia, sem intercorrências, e voltou após receber um acesso promocional. Funcionários prestaram atendimento, e seis minutos depois a jovem foi retirada em uma maca e levada à Santa Casa de Vinhedo, diretamente para a UTI.

Hemorragia e internação

Os exames iniciais identificaram hemorragia intracraniana e grande edema cerebral. Júlia passou por uma craniectomia descompressiva, cirurgia que retira temporariamente parte do crânio para permitir espaço ao cérebro inchado. O neurocirurgião Victor Batistela explicou que movimentos bruscos de aceleração, desaceleração e rotação podem romper vasos sanguíneos cerebrais.

Um laudo médico citado no caso apontou que o trauma teria ocorrido por um mecanismo de contragolpe durante o passeio. Júlia permaneceu 57 dias internada em Vinhedo. Segundo João Pedro, ela perdeu completamente os movimentos do lado esquerdo, além de apresentar dificuldades na fala e alterações de memória.

Cinco meses depois do acidente, a jovem seguia em reabilitação e já havia passado por sete cirurgias. A mãe, Danielle Rimolli, relatou que o tratamento inclui fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. “Minha única preocupação é ela estar bem”, afirmou João Pedro.

Investigação e outros relatos

O Ministério Público de São Paulo investiga o acidente e solicitou uma perícia policial na montanha-russa para analisar as circunstâncias do episódio. A família também entrou na Justiça para pedir uma perícia.

Há outros relatos de lesões associados à Montezum. Nathalia Assenjo Motta afirmou ter sofrido uma lesão cervical após andar na atração em 2018. O caso exigiu a colocação de 12 pinos e duas hastes na região cervical. Ela recuperou os movimentos três dias depois, mas permaneceu com limitações no pescoço.

Outro caso é o de Márcio, que ficou tetraplégico após um passeio em 2014 e morreu em 2023 por complicações de uma infecção urinária. Além disso, foram encontrados cerca de 40 registros, nos últimos dois anos, de visitantes que relataram dores ou lesões após utilizar a atração.

Posicionamento do parque

O Hopi Hari afirmou que a Montezum tem certificação internacional do grupo TÜV Nord, passa por inspeções anuais e segue normas nacionais de segurança. A empresa disse que os visitantes são avisados sobre a classificação radical da atração e as restrições para pessoas com problemas na coluna, gestantes e portadores de determinadas condições clínicas.

Segundo o parque, um parecer do Ministério Público de São Paulo emitido em agosto de 2026, após outro atendimento médico, não identificou risco coletivo relacionado à atração. A empresa declarou que a investigação sobre Júlia é distinta dessa manifestação e ainda está em andamento.

O Hopi Hari informou que Júlia recebeu atendimento imediato, que as despesas do período de internação em Vinhedo foram custeadas pelo parque e que um seguro foi disponibilizado à família. Sobre os casos de Nathalia e Márcio, a empresa afirmou que ocorreram antes de 2019, durante uma administração anterior.

O parque também informou que mais de 870 mil pessoas o visitaram desde janeiro deste ano e que aproximadamente 470 mil passaram pela Montezum no período. A atração teve reforma anunciada para o fim de 2026.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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