Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Deputados pedem investigação contra Nikolas por relatório atribuído à PF

Petição à Procuradoria-Geral Eleitoral também solicita a cassação do mandato e a inelegibilidade do deputado por oito anos.

Deputados pedem investigação contra Nikolas por relatório atribuído à PF

Um laudo técnico anexado a uma ação apresentada por três deputados federais do PT aponta inconsistências em um documento divulgado nas redes sociais de Nikolas Ferreira e atribuído à Polícia Federal. A petição pede a abertura de inquérito criminal, a cassação do mandato e a inelegibilidade do parlamentar por oito anos.

A imagem compartilhada simulava um relatório oficial da corporação e afirmava que não havia indícios de crimes cometidos pelo deputado. A Polícia Federal negou ter produzido o documento ou realizado a análise apresentada no material.

Inconsistências apontadas

Entre os problemas descritos no laudo estão divergências nas datas das conversas. O documento falso mencionava diálogos de janeiro de 2025, enquanto as mensagens reais investigadas ocorreram em março de 2025. A imagem também não apresentava assinatura, matrícula de servidor, número de procedimento nem código de verificação.

Outra diferença envolve a página 156. No relatório verdadeiro da Polícia Federal, esse trecho trata de pagamentos a um escritório de advocacia. O conteúdo não corresponde ao texto que circulou na internet.

A controvérsia veio após a divulgação de mensagens e áudios trocados entre Nikolas Ferreira e o empresário Daniel Vorcaro. O material foi obtido em um celular apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de justiça envolvendo o Banco Master.

Pedido à Justiça Eleitoral

Rogério Correia, Lindbergh Farias e Alencar Santana sustentam que a conduta configura abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social. Eles também pedem a apuração de possíveis crimes relacionados à falsificação de selos públicos e à disseminação de desinformação.

Nikolas afirmou nas redes sociais que não sabia que o documento era falso. O deputado disse que apenas compartilhou uma publicação de outra página e que apagou o conteúdo depois da repercussão.

Os parlamentares argumentam que a remoção não elimina o impacto da divulgação. Eles destacam que Nikolas reúne mais de 27 milhões de seguidores em suas contas oficiais e afirmam que as regras eleitorais exigem a verificação de conteúdos de terceiros antes da publicação.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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